Lambe-Lambe "meia boca"...

Ao comprar minha DSLR, um dos que mais vibrou além de mim, foi um amigo que estava para casar. Pediu que fizesse as fotos do seu casamento para que economizasse na contratação de um profissional. Aceitei por meu amigo saber da minha condição como fotógrafo... Bem ruim....


Mal sabia ajustar o foco, tanto menos o que era abertura e para evitar dissabores no casório, deixei tudo no automático. Onde existiu condição boa de luz, as fotos ficaram razoáveis. Nos locais mais escuros, com flash, começou a embolar. Prevendo um problema, optei por fazer um número de fotos que nenhum profissional faria num evento desses.

Piorando minha situação, na recepção, durante uma recarga de bateria, quis ver algumas fotos e vídeos e os transferi para o iPad e continuando com o enorme equivoco, mostrei aos noivos que saíram com meu tablet entre os convidados para que vissem as imagens. Dá para imaginar o tamanho da agonia de ver meu aparelho caro, rolando de mão em mão e correndo o enorme risco de um acidente. Nunca mais faço uma dessas!

De lá para cá, após alguns workshops e ler bastante, sinto que evolui. Hoje consigo principalmente perceber onde erro. Condição básica para melhorar. Achava, após adquirir o kit de transferência de fotos da Apple, que o iPad era um local apropriado para editar o resultado dos meus cliques, por conta da grande quantidade de aplicativos para esse fim. Se a intenção for apenas uma foto rápida para compartilhar numa rede social, pode ser. O iPad faz algo melhor que o Instagram, por exemplo. Mas não opera milagres. Aprendi que para fotos em que um resultado com maior qualidade e apuro são esperados, tem de partir para soluções melhores... Os editores específicos para fotografia. Comecei a estudar o funcionamento do Adobe Lightroom, que é em linhas gerais simples, embora muito poderoso. Ainda por absoluta falta de conhecimento, fazia fotos no formato JPEG, que sofre compressão e consequente perda de qualidade o que atrapalha ajustes posteriores. Num workshop, fui apresentado ao RAW que a grosso modo seria um negativo da fotografia digital. Nesse formato, não existe qualquer compressão da imagem e nenhuma perda. Se por um lado, permite que até fotos com luz deficiente ou mal enquadradas tenham uma boa chance de recuperação, cobra seu preço no espaço maior que naturalmente ocupa (em média 3x mais que uma imagem JPEG em alta definição). Outra questão é quanto a velocidade de gravação das imagens num cartão de memória. Como mais informação é gravada, é preciso utilizar cartões com a maior velocidade de escrita existente. Justamente por isso, obviamente não é o formato mais indicado para fotos em casamentos ou formaturas em que a agilidade nas capturas é imprescindível.

Por conta da pouca paciência a detalhes como esses, optei pela fotografia diletante de paisagens onde se pode gastar mais tempo com ajustes na busca do melhor resultado. Surpreendentemente e puro acaso, tenho comercializado algumas dessas em sites específicos e recentemente, tive a satisfação de ver 8 fotos selecionadas para uma exposição online de um grande repositório de imagens, que demonstram o acerto do caminho.

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